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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

POESIA POPULAR NORDESTINA

A SECA E A MÁ VONTADE POLÍTICA
                                   Henrique Brandão
O acalanto maior
Pro coração sertanejo
É ver riacho em enchente
Da bica ouvir o gotejo
Porém quando a chuva atrasa
Deixa o sertão feito brasa
Queimando a alma da gente
Deixa a paisagem cinzenta
E a bicharada sedenta
Deitada no solo quente.

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Nossa terra infelizmente
Sofre com a má vontade
De uma corja que castiga
Sem dó e sem piedade
Mas nosso povo com isso
Que nunca foi submisso
Segue de cabeça erguida
Rezando e olhando pro céu
Pois quem tem deus é fiel
E nem seca atrasa sua vida.

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Não é por causa da seca
Que o povo sofre e lamenta
No ano seco ele sofre
Mas por ser forte ele aguenta
O que deixa indignado
É ver o povo cansado
De mentira e de promessa
Ser for pra ajudar, que venha
Se não, bem longe mantenha
Pois que tem fome, tem pressa.

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Enquanto gastam milhões
Sem lembrar do sertanejo
Metem a cara na tv
Pra oferecer sobejos
Isso não é arrogância
Mas quem vive na abundância
Nosso sertão tudo tem
Não se anima com conversa
Pois nem queremos promessa
Nem esmola de ninguém.

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Se a seca é realidade
Mude logo o pensamento
Irrigue esse solo fértil
Pra produzir alimento
Não deixe um povo feliz
Que construiu o país
Sofrer neste desatino
Pois mesmo com a estiagem
Não tem mais linda paisagem
Que a do solo nordestino.

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