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quarta-feira, 24 de junho de 2015

POESIA POPULAR NORDESTINA

  A CACHAÇA NOS VERSOS DOS CORDELISTAS

"Nasce o filho do ferreiro
Com martelo e a safa.
O filho do pescador
Traz a linha e a tarrafa.
O filho do cachaceiro
Traz o copo e a garrafa.”
Leandro Gomes de Barros
“Eu nasci em 36
Em 50 eu já bebia
Cachaça pura, mas hoje
Deixei a bebedoria
Do início estou esquecendo
Porque só estou bebendo
Duas garrafas por dia.”
Cícero Vieira da Silva
“Da aguardente eu não falo
Em dizer não me acanho
Pois ela é indispensável
Até na hora do banho
Um pouco dela compensa
Evita qualquer doença
Nem resfriado eu apanho.”
Apolônio Alves dos Santos
“Tome um trago por nós dois,
Tome uma dose por mim,
Dê um gole para o santo,
Suje o chão do botequim.
Encha a cara de cachaça,
Comemore a cada taça
O nosso destinado fim!”
Dalinha Catunda
“A cachaça é apelidada
De cana, pinga, aguardente
Branquinha, birita, mé
Caninha, marvada, quente…
São muitas nomenclaturas
No imaginário da gente.”
Antônio Barreto

Enviadas por Tarcísio Pereira

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