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segunda-feira, 13 de julho de 2015

BRASIL: AÍ É SACANAGEM... É MUITA PUTARIA!

 DINHEIRO DA PETROBRAS PAGOU 

PROSTITUTAS DE LUXO

A coluna Poder, da Folha de S. Paulo, traz nesta segunda-feira relatos de delatores da Operação Lava Jato, onde apontam que além de financiar a compra de helicópteros, lanchas e carros importados, o dinheiro desviado da Petrobras também foi usado para pagar serviços de prostituição de luxo com “famosas” da TV e de revistas para diretores da estatal e políticos.

De acordo com a Folha, a história foi explicada ao Ministério Público e à Polícia Federal pelo doleiro Alberto Youssef e o emissário dele, Rafael Angulo Lopez, após eles terem sido questionados sobre expressões usadas nas planilhas nas quais registravam o fluxo do dinheiro do esquema de corrupção.
Segundo os controles dos dois delatores, só em 2012 cerca de R$ 150 mil foram gastos para financiar a contratação das garotas, algumas delas conhecidas pela exposição em programas de TV, capas de revistas e desfiles de escolas de samba.
Colaboradores explicaram que todos os valores associados aos termos “artigo 162″ e “Monik” nas planilhas foram destinados aos pagamentos de prostitutas que cobravam até R$ 20 mil por programa.
A expressão “artigo 162″ era uma referência ao endereço de uma cafetina conhecida como “Jô”, que agenciava programas para os dirigentes da Petrobras e políticos.
Segundo a publicação, nas planilhas entregues aos investigadores, há vários lançamentos de R$ 5 mil e R$ 10 mil ligados a esses termos. Muitas vezes as prostitutas buscavam os pagamentos em dinheiro no escritório de Youssef, segundo os relatos.
O dinheiro do esquema de corrupção também era usado para bancar festas com as garotas. Só em uma delas, no terraço do hotel Unique, em São Paulo, foram gastos R$ 90 mil principalmente em bebidas, de acordo com os delatores.
Um comprovante de transferência bancária de um ex-diretor da Petrobras para uma garota conhecida na mídia, no valor de R$ 6 mil, foi encontrado em uma das buscas autorizadas pela Justiça na Lava Jato, e ficou famoso entre os investigadores do caso.
A força-tarefa da Lava Jato não utilizou esse papel e as explicações dos delatores sobre o emprego de valores desviados para contratação de prostitutas, pois a mera solicitação ou aceitação de propina ou vantagem pessoal já confere o crime de corrupção — não importando, para fins penais, a maneira como o dinheiro sujo foi utilizado.

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