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sábado, 1 de julho de 2017

"ACONTECÊNCIA"

- O GRANDE JACKSON SILVA PEREIRA -

Neste domingo (2) completa trinta dias do falecimento do saudoso amigo Jackson  Pereira, que em vida exerceu o ofício de notário público em Jardim do Seridó, município onde cheguei nos primeiro dias do mês de janeiro do ano de 1994.
Logo nos primeiros dias em terras jardinenses tive o enorme prazer de conhecer Jackson, dois dos seus irmãos (Jeferson e Pereira) e seu genitor, o tabelião aposentado "Zé Pereira", de saudosa memória. Posteriormente esse laço de amizade a essa família se estreitou ainda mais ao ser apresentado à diversos outros membros dos "Pereira de Ouro Branco", simpático município do Seridó Potiguar.
Mas... vamos a "acontecência" que faço questão de narrar para mostrar um pouco da grandiosa figura humana que foi Jackson Pereira.
Em meados do ano de 1997 resolvi comprar um imóvel residencial em Jardim do Seridó. Só que tinha um problema: - Com que dinheiro? A maneira encontrada foi adquirir o imóvel através de um financiamento  da Caixa Econômica Federal.
E fui à luta. Imóvel escolhido (até hoje, felizmente já quitado,  resido no mesmo),  documentação dentro das normas exigidas pelo agente financeiro/imobiliário e... crédito aprovado. Faltava apenas que eu providenciasse à escrituração e o registro da matricula do mesmo. E cadê o dinheiro para pagar "ao cartório"?
"Doido" para concretizar o negócio vou até o edifício Vasco da Gama, localizado ao lado do terminal rodoviário de Jardim do Seridó, sede do "cartório de Jackson"
Começo a conversar com Jackson sobre se poderia "distorcer em duas parcelas" o valor dos serviços de escrituração e registro, e sou interrompido pelo mesmo que diz:
- 'Cabôco' (termo que ele gostava de chamar os amigos) cadê os papéis da Caixa para eu começar a lavrar essa escritura. Voltei até o meu carro, peguei os documentos e entreguei ao mesmo. 
Dois dias depois, ele me telefona dizendo: 
- Bira... Venha buscar a escritura que já esta pronta!
"Avoei" para o cartório, e em seguida tomei rumo em busca da agência da CEF, em Caicó - RN.
Os dias passam. Chega o final do mês (salvo engano, mês de agosto/97) e pago a primeira parcela.
Trinta dias se passam e lá vai eu de novo para quitar a outra parcela. 
Chego até o birô onde Jackson exercia seu ofício, lhe  entrego o dinheiro e digo:
- Amigo velho... confira o dinheiro e desde já meu muito obrigado pela atenção e a confiança que me dispensastes. Agora gostaria se saber sobre os juros que estou lhe devendo, já que se passaram quase sessenta dias que você lavrou a escritura da minha casa.
Resposta do querido e saudoso amigo:

- "Cabôco", aqui é um cartório... quem cobra juros é banco. E os bancos aqui em Jardim (do Seridó) são lá no centro da cidade.
Assim era o também "Cabôco" Jackson Silva Pereira.

Que Deus o tenha no Reino da Glória!

Um comentário:

Anônimo disse...

Cabôco véi que deixou saudades.