- UMA BANDEIRA SUPRAPARTIDÁRIA -
Walter Medeiros
Recentemente voltaram à tona imagens das campanhas
pelas diretas já, anistia e constituinte, que nos remeteu aos anos
oitenta, quando o Brasil buscava seu novo rumo e o encontrou. Vendo a foto
do comício da Praça da Sé realizado em 25 de janeiro de 1984, aniversário
de São Paulo, lembrei que eu estava naquela multidão, calculada em 500 mil
pessoas pelo Estado de S. Paulo e 300 mil pela Folha.
É preciso refletir e agir com base no fato de que
não houve nenhum incidente, ninguém saiu arranhado e nenhum bem público ou
privado foi depredado em ações descontroladas durante aquela manifestação
embora tenham ocorrido incidentes esparsos durante esses anos. Mas
ultimamente as manifestações têm descambado para atos criminosos cujo
enfrentamento e prevenção tem sido tardia por parte dos órgãos
responsáveis pela segurança.
Devemos observar que os serviços públicos no
Brasil, no Rio Grande do Norte, em Natal, são bem pagos pelos
contribuintes, mas funcionam de forma incompleta, insuficiente, precária e
descontrolada. Aqueles que querem ser respeitados como autoridades
deixaram de dar as respostas apropriadas às necessidades da população e
isto tem levado ao caminho do caos.
Pior e mais lamentável ainda é o extremo absurdo
que se espalha pelo Brasil, onde a disputa entre políticos de variados
partidos e tendências é para mostrar quem é mais corrupto, quem é mais
desonesto, quem desviou mais recursos públicos.
Em meio a tudo isso, cabe uma prevenção
maior: PT, PMDB, PSDB, PC do B, PSTU, todos, enfim, tem suas
aspirações históricas e do momento, mas para coibir qualquer retrocesso
sobre o regime democrático precisam estar unidos - de forma
suprapartidária - em defesa da liberdade e das garantias da democracia
brasileira.
É
importante ter atenção inclusive para decisões judiciais equivocadas que
findam configurando-se verdadeiros atos de censura aos meios de
comunicação social e cerceamento à liberdade de expressão.
Se não se percebe o que ocorre e permite o abuso de
autoridade junto com o desrespeito aos princípios mais sagrados da
democracia, corre-se o risco de achar normal a convivência com a violência
e o cerceamento das garantias e dos direitos
individuais.
(Jornalista Walter
Medeiros – waltermedeiros@supercabo.com.br)
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