- CARRADA DE ALGODÃO -
Esta fotografia é a verdadeira bandeira de uma era. Só quem se
criou no sertão do Seridó ou Cariri paraibano, tem mais de 40 anos de idade (é o
meu caso!), plantou no seco, cultivou com arado puxado por boi manso, limpou
mato com enxada, pisou ser ver em cima de buraco de formiga preta ou alemã (arre
diabos!), apanhou algodão no meio do carrapicho e o carregou no lençol de se
cobrir à noite pra dormir, pesou e ensacou o mesmo algodão mocó em saco de
estopa, sabe o enorme simbolismo que ela traz!
Quem fez isso lembra-se que ainda bem que sempre tinha um
potinho com água friinha debaixo de um juazeiro, estrategicamente colocado nas
proximidades. As vezes ainda tinha um pedaço de rapadura... Dava-se uma
suspirada, podia até dar um arrotinho ou soltar um... deixa para
lá...
Não é, mas lembra o caminhão do meu saudoso Tio Dedeca,
carregado de algodão, saindo lá do sítio São Roque e eu lá em cima, morrendo de
contente porque ia pra “rua” de carro. Era assim mesmo, a gente chamava a cidade
de “rua”, no caso Jardim do Seridó!
Foto: Cultura Caririzeira
Um comentário:
Obrigado amigo Bira, pela republicação! Um fraterno abraço!
Postar um comentário