Brasília – Estudo divulgado ontem (19) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
mostrou que é preciso dobrar o número varas e juizados especializados em
violência doméstica e familiar contra mulheres para atender à demanda atual no
país. Atualmente, são 66 unidades, mas o ideal seriam 120. Também é preciso
tornar o atendimento mais proporcional nas cinco regiões do país
O estudo recomenda a instalação de 54 varas ou juizados da violência contra a
mulher, especialmente em cidades do interior com grande concentração
populacional, para atender de forma adequada à demanda existente.
No Sudeste, a sugestão é criar novas unidades no Espírito Santo (Colatina e
Cachoeiro do Itapemirim); no Rio de Janeiro (Nova Friburgo, Volta Redonda e
Campos dos Goytacazes); em Minas Gerais (Montes Claros, Governador Valadares,
Uberlândia e Juiz de Fora) e em São Paulo (Ribeirão Preto, Bauru, Campinas, São
José do Rio Preto e Presidente Prudente).
Para o Nordeste, a proposta são 18 novas varas ou juizados distribuídos entre
Alagoas (Arapiraca); Bahia (Vitória da Conquista, Barreiras, Teixeira de Freitas
e Juazeiro); Ceará (Sobral e Crateús); Maranhão (Caxias e Balsas); Pernambuco
(Caruaru, Petrolina e Serra Talhada); Paraíba (Patos); Piauí (Parnaíba e Picos);
Sergipe (Itabaiana e Aracaju); e Rio Grande do Norte (Caicó).
No Sul há demanda de varas especializadas no Rio Grande do Sul (Pelotas,
Caxias do Sul e Santa Maria); no Paraná (Maringá, Londrina e Cascavel); e em
Santa Catarina (Chapecó, Joinville e Criciúma). No Centro-Oeste, em Goiás (Rio
Verde e Catalão); em Mato Grosso (Sinop e Cáceres); e em Mato Grosso do Sul
(Corumbá e Dourados).
Para a Região Norte, o estudo pede mais cinco varas ou juizados especiais,
distribuídos entre Acre (Cruzeiro do Sul); Amapá (Laranjal do Jari); Rondônia
(Ji-Paraná); Roraima (Rorainópolis); e Amazonas (Parintins).
Nos últimos trinta anos, houve aumento de 230% na quantidade de homicídios de
mulheres – 43,7 mil foram assassinadas só na última década. Espírito Santo,
Alagoas e Paraná são os estados com maior quantidade de homicídios de mulheres
proporcionalmente ao número de habitantes, com mais de seis para cada 100 mil
habitantes.
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