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domingo, 26 de março de 2017

BRASIL: REFORMA POLÍTICA

OPOSITORES DA LISTA FECHADA DOS PARTIDOS AFIRMAM QUE A MESMA É CASUÍSMO POLÍTICO.

Enquanto políticos como os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), da Câmara Federal, Rodrigo Maia (PMDB-RJ) e muitos outros (alguns denunciados na Operação Lava Jato)   vêm defendendo uma mudança no sistema eleitoral para que, nas eleições de 2018, os eleitores votem nas chamadas listas fechadas das legendas, muitos outros se posicionam totalmente contrários.
Na lista fechada, os partidos relacionam os candidatos em uma lista preordenada e os eleitores votam na legenda e não diretamente no candidato. São eleitos os primeiros nomes da lista, de acordo com o número de cadeiras a que o partido tiver direito.


Os defensores desse sistema  alegam que o mesmo reduzirá os gastos das campanhas, já que as mesmas serão feita para o partido, no todo, não para cada um dos seus candidatos. Já os contrários, afirmam que o mesmo não passa de um modelo de proteção aos parlamentares investigados por corrupção -  e outros crimes - e a lista viabiliza suas reeleições, o que lhes garantem o chamado 'foro privilegiado', além de perpetuar na política as 'velhas raposas políticas' em detrimento do surgimento de novas lideranças, o que pode ser classificado como casuísmo (*).

Enquanto a classe política, cientistas políticos, juristas e entidades diversas debatem essa e outras mudanças na legislação eleitoral a população já se manifesta - em sua maioria - contrária a lista fechada das legendas prometendo anular o voto.

(*) Casuísmo são as manobras legislativas implantadas durante o governo militar, modificando o governo militar, modificando as regras do jogo eleitoral, com a finalidade exclusiva de obter benefícios eleitorais.

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