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quinta-feira, 9 de março de 2017

DE: ARTIGO

COITADO DO BANCO DO BRASIL!

Ou, diríamos antes: coitados dos brasileiros. Sim, não se esperava que esta poderosa entidade, criada com tanto amor e descortino pelo luso-brasileiro D. João VI, um colonialista com visão de futuro, não está atuando segundo os fundamentos sobre que se assentou a feliz inspiração que moveu a instituição até os nossos dias. O Banco do Brasil foi fundado com claros objetivos econômicos e sociais, como agente empreendedor da sociedade brasileira. Tem sido, na verdade, um promotor de nosso desenvolvimento, e é de nosso testemunho as maravilhas operadas pela bicentenária entidade, desde as grandes obras de infraestrutura espalhadas pelo Brasil quanto ao coroamento de iniciativas privadas que visaram a projeção de volume de múltiplos negócios, especialmente na agroindústria, de que resultaram a espetacular porque crescente oferta de empregos, de safras e outras produções que mantiveram o país na via do desenvolvimento sem retrocessos. Atualmente, o que se vê é o contrário. A economia, hoje, assiste o melancólico encolhimento do Banco do Brasil, com o fechamento indiscriminado de agências, planos de demissão em massa e outras mazelas que deixam clientes e investidores justificadamente preocupados e prejudicados. Exatamente na hora em que esta poderosíssima instituição melhor desempenharia seu papel multiplicando a força de trabalho de nossa economia, justamente na hora em que se esperava do BB a sua solidariedade e sua confiança em atender às diversas atividades econômicas, justamente na hora em que não poderia faltar ao Brasil e aos brasileiros o braço forte e a mão amiga desta outrora gigantesca instituição, o banco decide, por absoluta cegueira de perspectiva e insensibilidade de sua atual gestão, interromper esta trajetória de serviços relevantíssimos prestados ao Brasil. Em hora agônica, decerto teria o banco a função até patriótica de não apenas estimular e fomentar o mercado mas propor novas frentes de negócio, convocar cérebros e braços a alargar nossas pequenas e tímidas fronteiras de tecnologia e produção.
O banco, diante das incertezas, preferiu não arriscar, porém, muito folgadamente assentado em seus lucros (esses, estratosféricos), assim justifica-se para garantir uma imersão prolongada durante a recessão, para, mais à frente, emergir e se apresentar para o próprio governo e para o público como instituição modelar e sólida. Será mentira !
Não é hora de encolher. Não é hora de catar tostões e enxugar a máquina. Ela sempre bem funcionou com o azeite de sua estrutura material e humana, que é muito rica.
Não satisfeito o banco em cortar de todo lado, reduziu também sua oferta de crédito. Para sua clientela tradicional, cativa, também reservou castigos, como fechamento de agências, obrigando os usuários a um esforço maior, suprimindo serviços e coisas assim.
Muito pesarosamente, quase sugerindo condolências, o banco anunciou no início de janeiro um lucro líquido no último trimestre de 2016 de “apenas” dois bilhões e quatrocentos milhões de reais.

Ora, leitores, convenhamos, como o Banco do Brasil não pertence à Wall Street, este lucro, no período de sacrifícios em que se encontra a economia, não propõe brindes, senão à burrice dos técnicos que não compreendem que este lucro representou um desfalque às nossas atividades produtivas. Foi sangue que faltou nas nossa vias e artérias econômicas. O Banco do Brasil não está aí para nos orgulhar com resultados estrondosos, mas tão somente para nos mostrar um Brasil mais forte, mais generoso, mais produtivo, menos pobre. Este lucro em tudo se assemelha a uma vampiragem consentida, pois os acionistas, em sua inocente alegria e dócil cobiça, explodem de contentamento, e a direção do banco delira com os ilusórios cumprimentos do presidente da República, que, a bem da verdade, são os presidentes outros coitados porque não tem como supervisionar todas as lambanças que se fazem no país, e confiam em seus auxiliares. Remova a atual direção do Banco do Brasil, presidente Temer, e faça novas indicações, mas atento a que se habilitem somente os executivos que, ainda que economistas, sejam versados no humanismo, conheçam, ainda que pouco, a história universal e se informem sobre a recessão americana de 1929, e das ações que retiraram a América daquele período trágico. Verão o contraponto em que se encontra nosso invejável estoque de know how acumulado por gerações de funcionários que compõem o passado invejável de atuação bancária do nosso Banco do Brasil.
O espaço é curto para a revolta dos que sempre acreditaram no BB como nossa caixa dágua a irrigar os rios e ribeirões de nossa pobre economia.
E Sô Meirelles, não fale em aumento de impostos. Isto é terrorismo, e só os incompetentes a enxergam. Qualquer um pode fazê-lo !

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