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segunda-feira, 8 de junho de 2015

POESIA POPULAR NORDESTINA

BARES E CABARÉS DE NATAL, NOS ANOS 60
                                                            - Bob Motta -
Pouco mais de dez por cento,
eu tenho da tua idade.
Minha querida cidade,
eu louvo a todo momento.
Natal, és um monumento,
a transpirar de emoção.
Guardo no meu coração,
também na minha retina,
minha Natal pequenina,
meu amor quatrocentão.
- - - - -
Falando tão bem assim,
da minha linda cidade,
com toda sinceridade,
acrescento, outrossim.
E não falo só por mim;
Natal, pra teus filhos, és;
inspiração nota dez.
E esse poeta apresenta,
na década de sessenta,
seus bares e cabarés.
- - - - -
Era o vício que se tinha,
visitar depois da aula,
Francisquinho, Zefa Paula,
Acapulco e Francesinha.
Otávio, Raquel, Aninha,
Arpeje, Plaza, Ideal,
Rita Loura, que legal.
Margô, lembro em minha loa,
Virgínia e Maria Boa,
que era a melhor de Natal.
- - - - -
A Ribeira era um tesouro.
Lá na Quinze de Novembro,
com saudades, eu relembro,
Magrifh e Rosa de Ouro.
Quem ia furar o couro,
no Bar da Tripa passava.
Na Pensão Coimbra dava,
um beijo numa pequena,
no Beco da Quarentena,
certamente se encantava.
- - - - -
Cleide Drinks era cheio.
E lá na Tenda Cigana,
se tomava muita cana,
na velha Praia do Meio.
Fazendo grande arrodeio,
nas Quintas, se ía bater.
No Soçaite, espairecer,
depois de comer cióba,
ía lá prá Maria Taióba,
continuando a beber.
- - - - -
Ainda lá, digo a vocês:
Madalena, Elisa, A Lua,
mais abaixo, na outra rua,
o Meu Rico Português.
Lá no Quilômetro Seis,
Dona Nêga e As Duas Rosas.
Jovens, alegres, formosas,
deixavam o cabra nos trinques,
Milagres e Tetê Drinks,
As Divinas e Maravilhosas.
- - - - -
Voltando à velha Ribeira,
lá na Boate Alabama,
com a cara cheia de rama,
na Rua São Pedro inteira.
No final da brincadeira,
Duruca fazia ali,
ensopado de siri,
e quem passasse batido,
comia o peixe cozido,
na Peixada Potengi…

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