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sexta-feira, 14 de abril de 2017

POESIA POPULAR NORDESTINA

Seu veículo de amor ainda cabe
Na garagem do peito que era seu
O chassi do seu corpo está no meu
Se eu tentar alterá-lo, o mundo sabe
Não existe paixão que não se acabe
Mas amor não possui limitação
Vai além das fronteiras da razão
E o que eu sinto por ela é sem fronteira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.

Na carteira eu tratei de dar um jeito
De tirar sua foto de olhos vivos
Mas não pude apagar os negativos
Que ficaram gravados no meu peito
Junto à lei nosso caso foi desfeito
A igreja anulou nossa união
Mas do peito não tive condição
De tirar seu amor, por mais que eu queira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.

Seu retrato foi todo incinerado
Mas até na fumaça deu pra vê-la
Não há nada que faça eu esquecê-la
Eu nem sei se por ela sou lembrado
Meu desejo está contaminado
Pelo vírus da sua sedução
Junta médica não faz intervenção
Se souber que a doença é roedeira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
 
Esse meu coração só pensa nela
Apesar de bater no meu reduto
Cento e vinte pancadas por minuto
Sendo as vinte por mim, as cem por ela
Eu com raiva rasguei a foto dela
Mas amor não se rasga com a mão
Se vontade rasgasse ingratidão
Eu só tinha deixado a pedaceira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.

Poeta José Adalberto

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