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sábado, 20 de maio de 2017

POESIA POPULAR NORDESTINA


- SURUBA NO CABARÉ -
 DALINHA CATUNDA
 
Valei-me meu São Francisco
Das Chagas de Canindé
Sou uma mulher devota
É bem grande a minha fé
Proteja nossa nação
Pois sem sua proteção
Vai virar um cabaré.
- - - x - - - 
A meu “Padim Pade Ciço”
Eu peço discernimento
Pra falar duma suruba
A notícia do momento
Mesmo sem ser convidado
O povo foi enrabado
Na onda do movimento.
- - - x - - - 
Tudo isso aconteceu
Na terra de Santa Cruz
E a orgia foi maior
Do que eu mesma supus
O poder mancomunado
Com o país dominado
Fumo no povo introduz.
- - - x - - - 
Tudo virou sacanagem
Tudo virou putaria
A propina que rolava
Aos poucos se descobria
Com a tal da delação
Já surgiu tanto ladrão
Que a lista me arrepia.
- - - x - - - 
No cabaré da Banânia 
Na suruba nacional
Quando a coisa ficou feia
Já surgiu a Federal
Quem escondido comia
E entrou na anarquia
A tal lista foi fatal.
 

- - - x - - - 
O jogo da sacanagem
Agora tá empatado
E sem lista seletiva
Vejo o sujo e o mal lavado
E entre cada facção
Navega nossa nação 
Com rato pra todo lado.
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